Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Renascer


...por vezes dou por mim abstraído de tudo a meu redor,
tudo fica ofuscado... fora de foco ...desaparece.
e sempre penso se serei suficientemente digno e merecedor
do sorriso do meu filhote.

Sexta-feira, Novembro 16, 2007

déjà vu ....


Contrariado pelas horas, desliguei a televisão. Afinal ao dia seguinte previa-se um dia de azáfama. Apaguei a luz da cozinha e lá me fui deitar. A flôre já lá estava no quarto. Parecía envolvida num casulo de fofo descanso. Eu sabia que não estava a dormir ainda. Tirei o robe qual Omar Sharif. Deitei-me. Os pézinhos, (limpinhos e suaves) deslizaram nos lençóis de algodão morninho. Naturalmente todos estes meus movimentos mexiam a cama. Toda a cama. Mas a flore lá continuava de olhos fechados. O rostro transmitia aquela paz doméstica de quem sabe distinguir as “boas rotinas” das etapas do dia. Apaguei o candeeiro de mesa. E a escuridão silenciosa do sossego cubriu tudo. Excepto as frinchitas da persiana. Aqueles irritantes buracos la faziam de pirilampos. Pronto, se eles são felizes assim!. Adiante.

Continuava eu nos meus movimentos de adaptação ao precioso momento de dormir. Lá senti a minha coluna suspirar de alivio. E amávelmente me agradeceu com um formigueio bem confortável. Desejei boa noite à minha espinha, apróximei-me da face da minha flore e estampei uns “sonos da cor que mais lhe apetecer” em forma beijo. Ela retribuiu o assunto e fez-se de novo o silêncio.


Eu sabia que ela não estava a dormir. E comentei assim de sussurro...

.- Olha! ...o Tony matou o sobrinho ...o Christopher!


Ela, passado uns cinco segundos comentou baixinho:
.- Outra vez??


e eu estupefacto:
.- Outra vez porquê?? ...ele já o tinha matado??


e ela irritada:
.- Então? Não tinha? P'ra ai umas duas vezes!!...


Fez-se um silêncio, daqueles de noite mesmo, e passados uns vinte segundos soltamos, de forma perfeitamente sincronizada, uma gargalhada apagada. Daquelas para não acordar vizinhos. Risos estonteantes abafados na almofada. De tal forma “in crescendo” e contagiante que fui parar ao chão com a barriga dobrada e a almofada entre os dentes... Ela ria disparatadamente igual.


Após uns minutos, la recobramos as composturas e devidas posições de “vamos lá p'ro sono mazé”.
Passou um tempo curto. Eu contemplava a negritude e o silêncio era o amo e senhor de tudo.

Ela mexeu-se. Virou-se para mim. Chegadinha bem perto da minha orelha e perguntou muito séria. Reflectiva:

.- Olha! E como reagiu a mulher do Tony ... a “Cornélia”!!!


e eu atónito:
.- Cornélia??? ...ah! A “Carmela”!!!


Pronto! Venha daí outro “déjà vu hilariante”.

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Ladrilhos? Edredóns?...

Que nos depara esta vez o...
Sras e Sres... o Vácuo Noster:

(micro... spot de palco a solo)



Pedregulhos,
Blocos abertos ao quadrado das formas, ...carros brancos, ...luzes,
Acalentado pelo dançar do autocarro.
Intocável. Afastado.
Perdido mas achado.
Ciente de algumas verdades ...pelo menos daquelas a que o olhar alcança. Relaidades dentro do rango.
Um exemplo? Ciente daquilo não sou ...daquilo que não consigo.
Livre de esgadanhar sensibilidades.
Livre de observá-las ou digeri-las
Livre de flutuar pelo que não é visível. Como é normal. Como diz o hábito.

Eis que, ainda que estúpidamente, aparentando texturas rudes, divago sensível aos pedregulhos... aos quadrados ...aos vazios organizados qual bloquinhos de lego.

E lá vou de novo.

Etéreo e volátil.
Pregoando a inexistência da flama.
Ciente não obstante que a sua ignição pode vaporizar-me de uma boa vez.

Segunda-feira, Outubro 08, 2007

How ya doin' T?

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Vicio!




Não!
Não me envergonho ao admitir que os conheci depois de velho!
Mas aplica-se neste caso a máxima do "nunca é tarde"!
Se às 7:30 am vocês viram-se para a cozinha da camioneta e vêm um quarentão com uns mp3 a bombar indisciplinadamnete o que parece ser uns acordes melodiosos de metal sublime, p.f., não arrebolem guardachuvas nem malas ou mochilas e deixem-me, de forma ininterrupta, ouvir tudo aquilo a que tenho direito!!!

Quinta-feira, Setembro 27, 2007

Cantai-nd!!!!!

Senhoras e senhores...
Convosco o capelão "mor" cá do "CIRCUS"...
o Sr. Vigário Alcides Castro...
...
(o silencio da congregação só é roto por gente a tossir, assoar de narizes e aclarar de gargantas)
...
(o vigário "aprochegasse" ao púlpito e coloca encima um livrinho e o jornal "Record")
...
Meus irmãos!
Hoje vamos falar do "Milagre"...
Mas não do milagre que todos falam! não!
Estou-vos a falar do milagre do penalty pelo qual os encarnadinhos empataram o jogo!
...
Agora! Cantemos!
Cantemos com alegria! Ao ritmo inglês do "Jou-se Mou-rei-nhou!"...
Vamos lá!
...
"NOU-SSA SE-NHOU-RA!!!! ...NO-SSA SE-NHOU-RA!!

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Existem jóias que adoramos ver e rever e rever e...


...receber metáforas refrescantes
por entre os nossos "ruidos" estanques.